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	<title>Comentários sobre: Geração de energia pode ser prejudicada pela transposição</title>
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		<title>Por: Paulo Afonso da Mata Machado</title>
		<link>http://novochico.wordpress.com/2007/10/02/geracao-de-energia-pode-ser-prejudicada-pela-transposicao/#comment-190</link>
		<dc:creator>Paulo Afonso da Mata Machado</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Apr 2009 14:46:26 +0000</pubDate>
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		<description>Gostaria de fazer comentários sobre impactos ambientais listados pelo Dilermando.

a)Início ou aceleração dos processos de desertificação durante a operação do sistema.
Não vejo como a retirada de cerca de 1,4% da água de um rio possa provocar algum tipo de desertificação, seja na bacia doadora, seja nas bacias receptoras.
b)Perda de terras potencialmente agricultáveis
As terras por onde os canais passarão não têm produção considerável exatamente por falta de água. Quando vier a água pelos canais é que essas terras vão se tornar agricultáveis. Para evitar especulação, o Governo decretou a desapropriação de uma faixa de 50 metros de cada lado do canal para que o Incra possa realizar a reforma agrária nessas terras.
c)Interferência e conflitos nas áreas de mineração já com concessão de outorga pelas quais passarão as águas
É um assunto que precisa ser considerado. Embora sem grande expressão, existem garimpos na região nordestina que precisarão ser desativados para que os canais possam passar.
d Perda e fragmentação de cerca de 430 hectares de áreas com vegetação nativa e de hábitats de fauna terrestre
Penso que o número está super-estimado. A vegetação nativa a ser derrubada será ao longo dos canais e às suas margens. Não chegam nem perto de 4.300.000 metros quadrados.
e)Diminuição da diversidade de fauna terrestre
Podemos ter uma surpresa ao observarmos que, com água na região, vai aumentar a diversidade da fauna terrestre.
f) Aumento da exposição dos animais a caça animais vulneráveis ou ameaçados de extinção regional, como o tatu-bola, a onça-pintada, o macaco-prego, tatuí, porco-do-mato e o tatu-de-rabo-mole
Trata-se de uma questão de fiscalização. Penso que, com a execução dos canais e a maior facilidade de acesso a essa região, essa fiscalização deva aumentar.
g)Risco de introdução de espécies de peixes potencialmente daninhas ao homem nas bacias receptoras. Há espécies no Rio São Francisco consideradas nocivas, como as piranhas e pirambebas, que se alimentam de outros peixes e que se reproduzem com facilidade em ambientes de água parada.
Esse assunto é objeto de pesquisa da Universidade Federal de São Carlos com relação à transposição do Rio Piumhi para a bacia do São Francisco. O impacto da transfereência do Rio Piumhi (e de seus 22 afluentes) da bacia do Rio Grande para a bacia do Rio São Francisco não foi significativo. Da mesma forma, entende-se que o impacto de transferência de água de uma bacia biologicamente rica, como a bacia do São Francisco, para as bacias pobres do Nordeste deva ser mais benéfico que maléfico.
Quanto ao risco de introdução de piranhas e pirampebas nas bacias receptoras, penso que não seja muito problemático. Existem espécies nessas bacias que se alimentam de ovos de peixes e, por isso, não se espera uma grande proliferação de qualquer espécie originária do Rio São Francisco.
h) Interferência sobre a pesca nos açudes receptores
É mais provável que essa interferência seja benéfica com a transferência de novas espécies da bacia do São Francisco.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Gostaria de fazer comentários sobre impactos ambientais listados pelo Dilermando.</p>
<p>a)Início ou aceleração dos processos de desertificação durante a operação do sistema.<br />
Não vejo como a retirada de cerca de 1,4% da água de um rio possa provocar algum tipo de desertificação, seja na bacia doadora, seja nas bacias receptoras.<br />
b)Perda de terras potencialmente agricultáveis<br />
As terras por onde os canais passarão não têm produção considerável exatamente por falta de água. Quando vier a água pelos canais é que essas terras vão se tornar agricultáveis. Para evitar especulação, o Governo decretou a desapropriação de uma faixa de 50 metros de cada lado do canal para que o Incra possa realizar a reforma agrária nessas terras.<br />
c)Interferência e conflitos nas áreas de mineração já com concessão de outorga pelas quais passarão as águas<br />
É um assunto que precisa ser considerado. Embora sem grande expressão, existem garimpos na região nordestina que precisarão ser desativados para que os canais possam passar.<br />
d Perda e fragmentação de cerca de 430 hectares de áreas com vegetação nativa e de hábitats de fauna terrestre<br />
Penso que o número está super-estimado. A vegetação nativa a ser derrubada será ao longo dos canais e às suas margens. Não chegam nem perto de 4.300.000 metros quadrados.<br />
e)Diminuição da diversidade de fauna terrestre<br />
Podemos ter uma surpresa ao observarmos que, com água na região, vai aumentar a diversidade da fauna terrestre.<br />
f) Aumento da exposição dos animais a caça animais vulneráveis ou ameaçados de extinção regional, como o tatu-bola, a onça-pintada, o macaco-prego, tatuí, porco-do-mato e o tatu-de-rabo-mole<br />
Trata-se de uma questão de fiscalização. Penso que, com a execução dos canais e a maior facilidade de acesso a essa região, essa fiscalização deva aumentar.<br />
g)Risco de introdução de espécies de peixes potencialmente daninhas ao homem nas bacias receptoras. Há espécies no Rio São Francisco consideradas nocivas, como as piranhas e pirambebas, que se alimentam de outros peixes e que se reproduzem com facilidade em ambientes de água parada.<br />
Esse assunto é objeto de pesquisa da Universidade Federal de São Carlos com relação à transposição do Rio Piumhi para a bacia do São Francisco. O impacto da transfereência do Rio Piumhi (e de seus 22 afluentes) da bacia do Rio Grande para a bacia do Rio São Francisco não foi significativo. Da mesma forma, entende-se que o impacto de transferência de água de uma bacia biologicamente rica, como a bacia do São Francisco, para as bacias pobres do Nordeste deva ser mais benéfico que maléfico.<br />
Quanto ao risco de introdução de piranhas e pirampebas nas bacias receptoras, penso que não seja muito problemático. Existem espécies nessas bacias que se alimentam de ovos de peixes e, por isso, não se espera uma grande proliferação de qualquer espécie originária do Rio São Francisco.<br />
h) Interferência sobre a pesca nos açudes receptores<br />
É mais provável que essa interferência seja benéfica com a transferência de novas espécies da bacia do São Francisco.</p>
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		<title>Por: Dilermando Alves do Nascimento</title>
		<link>http://novochico.wordpress.com/2007/10/02/geracao-de-energia-pode-ser-prejudicada-pela-transposicao/#comment-170</link>
		<dc:creator>Dilermando Alves do Nascimento</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Sep 2008 21:21:05 +0000</pubDate>
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		<description>PORQUE SOU CONTRA A TRANSFERÊNCIA DE ÁGUA ENTRE A BACIA DO RIO SÃO FRANCISCO E AS BACIAS HIDROGRÁFICAS DO NORDESTE SETENTRIONAL DO BRASIL?

Salvador 19/09/2008
Dilermando Alves do Nascimento
Geólogo pesquisador do (IBGE) especialista em hidrogeologia e meio ambiente

1- Os estados do CE, RN, PB e PE contemplados para receber as águas da transposição do Rio São Francisco possuem uma das maiores rede de açudagem do mundo, com  capacidade para armazenar 37 bilhões de m³ conforme monitoramento das Secretarias Estaduais de Recursos Hídricos . 
Admitindo-se que os açudes operem apenas com 30% de sua capacidade durante o ano descontada as perdas por evaporação 60% e 10% com infiltrações nos aqüíferos, significa 11,1 bilhões de m³ em disponibilidade para os diversos usos múltiplos. 

2- Os quatro estados dispõe ainda de uma  reserva permanente de água subterrânea  de 1,18 trilhões de m³ sendo uma parcela de 7,08 bilhões de m³ passível  de explotação.

3- As recargas anuais dos aqüíferos (reservas renováveis) para os quatro estados  somam  4,736 bilhões de m³ (aqüíferos sedimentares mais  cristalinos).

 4- juntas, as reservas permanentes explotáveis mais as reservas renováveis totalizam 11,8 bilhões de m³, o equivalente a  uma vazão de 374,1 m³/s para uma demanda de uso consuntivo para os quatros estados de apenas 7,6 bilhões de m³ equivalente a uma vazão de 240,9 m³/s o que proporciona um superávit hídrico de 4,2 bilhões de m³, ou seja,  uma  vazão excedente de 133,6 m³/s somente computado as reservas de água subterrânea em disponibilidade explotáveis.

5- O Total das reservas hidrogeológica dos aqüíferos mais as reservas de água superficial dos açudes em disponibilidade somam  22,9 bilhões de m³ gerando um excedente hídrico fantástico para os quatros estados  de 15,3 bilhões de m³ o equivalente a uma vazão excedente de 485,1 m³/s.
PORTANTO NÃO EXISTE FALTA D´ÁGUA NA REGIÃO SETENTRIONAL DO NORDESTE DO BRASIL, o que existe sim, é um excedente hídrico com uma má distribuição espacial faltando vontade política para encher o Nordeste de adutoras e canais partindo dos Açudes plurianuais Castanhão (6,7 bilhões m³), Orós (2,1 bilhões m³), Açude Banabuiú ( 1,7 bilhões m³) Curema-Mãe D&#039;Água (1,3 bilhões m³), Açu (2,4 bilhões m³), Engenheiro Ávidos (1,2 bilhões m³) etc. sem que seja necessário transpor uma só gota d´água do Velho Chico.
Faço minhas as palavras do colega geólogo Aldo Rebouças a maior autoridade em hidrogeologia do Nordeste e um profundo conhecedor das águas subterrâneas em todo mundo: &quot;Há muito mais preconceito e desconhecimento das potencialidades hídricas subterrâneas no Nordeste do Brasil do que se imagina. A escassez da água está, na verdade, relacionada com a falta de políticas continuadas de captação e gestão de recursos hídricos subterrâneos&quot;.
 
6- Sou contra a Transposição do Rio São Francisco porque  o projeto vai entregar a água bruta ao longo de quatro eixos lineares ( leitos dos rios, Jaguaribe, Piranhas – Açu, Apodi e Rio Paraíba), já perenizados a mais de 25 anos, deixando de contemplar as áreas de maior escassez hídrica como a Região do Serido, não atendendo a população dispersa fora do eixo da transposição. 
O rio Jaguaribe, por exemplo, é um rio perene, recebendo as águas  da barragem do Açude de Orós (vazão 12 m³/s) sendo reforçado a sua jusante pelas águas da Barragem do  Açude Castanhão (vazão 57 m³/s) e do rio Banabuiú com oferta de 7,2 m³/s. O rio Piranhas - Açu também perenizado a partir da barragem dos Açudes Curemas - Mãe D´água (vazão 4 m³/s) deságua a jusante, na Barragem Armando Ribeiro Gonçalves ou Barragem do Açu,  regularizando sua vazão em 17 m³/s. até o destino final, o Oceano Atlântico. O rio Apodi torna-se perene a partir da barragem do Açude Santa Cruz com uma vazão regularizada de 6 m³/s  e por último os açudes Acauã e Boqueirão na Paraíba  regularizam a vazão do rio Paraíba em 6,5 m³/s , vai chover no molhado.
7- SOU CONTRA A TRANSPOSIÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO PORQUE ELA NÃO SE ENQUADRA NAS CONDIÇÕES BÁSICAS QUE DEVEM SER SATISFEITAS  PARA UMA TRANSPOSIÇÃO SEGUNDO PRECEITOS DE  ECONOMIA DOS RECURSOS HÍDRICOS COMO:
7.1- Existência de excedente hídrico na bacia doadora, em  tempo suficientemente longo, de modo a não provocar prejuízo ao seu potencial de desenvolvimento; ( toda a vazão do rio São Francisco já está comprometida, 80% da vazão do rio já é utilizada para a geração de energia pela CHESF que  investiu US$ 13 bilhões de dólares no parque energético e os 20% restante para usos múltiplos na irrigação, industrial, consumo humano e animal);
7.2- Bacia receptora com comprovada  escassez  e  sem  alternativa  interna para abastecimento humano e dessedentação animal;                    ( os quatro estados CE, RN, PB e PE dispõe de um excedente hídrico de 15,3 bilhões de m³ não falta água);
7.3- Os impactos ambientais ocasionados pela transferência de água devem ser mínimos para ambas as regiões, bacias doadora e receptoras;  ( Os estudos sobre os impactos na bacia doadora e nas bacias receptoras não foram efetuados. A ausência de estudos sobre os impactos na foz também é questionada);
7.4- Se a transferência de água for para fins econômicos;
a) Haver   uma   relação   custo-benefício   sustentável   para   a  transposição ser feita e que seja socioambientalmente aceitável;
b) Bacia doadora tem prioridade para atender todo o seu  potencial dos usos múltiplos de desenvolvimento econômico;
c)Bacia  receptora  tenha potencial de terras irrigáveis e uso  econômico  da água mais vantajoso que na bacia doadora;( a água da transposição vai chegar 5 vezes mais cara do que nas margens do São Francisco.Os quatro estados possuem um potencial irrigável de 635.380 hectares de terras férteis, dos quais 223.870 hectares já estão sendo utilizados restando apenas 417.618 hectares que a uma taxa de 0,5 litro/seg/ha  seria necessário apenas uma vazão de 208,8 m³/s para irriga-los.Tomando a vazão excedente de água superficial mais as reservas subterrâneas para os quatro estados que é de 485,1 m³/s teríamos ainda um superávit hídrico com de 276,3 m³/s ou seja 8,7 bilhões de m³ ano ).
7.5- Haver um consenso entre os estados envolvidos o pacto   federativo.(não houve consenso pois os governadores interessados Aécio Neves de Minas e Paulo Souto, da Bahia, os dois maiores estados doadores de água - 70% de Minas e 20% da Bahia - não foram ouvidos. As audiências publicas ocorreram em clima hostil como a de  Salvador que foi comprometida por uma série de fatores como o local escolhido para o evento, o Centro de Convenções da Bahia local distante do centro da cidade e em horário de pico (18h30) além da proximidade com o Carnaval a realização da festa da Lavagem de Itapuã no mesmo dia da audiência, foram fatores determinantes de exclusão a adesão de muitos debatedores. Inúmeros debatedores deixaram de comparecer as audiências porque os convites ou chegaram em cima da ora ou dias após a audiência ter sido realizada como em Aracaju);
8- Sou contra a Transposição do Rio São Francisco porque o projeto desconsiderou as experiências internacionais mal sucedidas  sobre transferência de água entre bacias hidrográficas e ainda usa estas experiências como a dos rios Tejo-Segura na Espanha e do Rio Colorado nos estados Unidos como justificativas de sucesso para transposição do Rio São Francisco. A transposição dos rios  Tejo-Segura trouxe mais problemas do que soluções para o governo Espanhol, tanto assim, é que foi abortado o projeto de transposição do rio Ebro para as zonas costeiras do sul da Espanha baseado em relatórios do Centro de Recursos e Estudos Ambientais da Australian National University que apresentou as seguintes justificativas para dar segurança na decisão do Governo Espanhol de fazer ou não a transposição do Rio Ebro. &quot;Seria difícil de justificar até mesmo os atuais padrões de utilização agrícola da água e muito menos esperar maiores usos da água para outros fins. Além disso, o custo estimado de entregar oficialmente a água por metro cúbico do rio Ebro para as bacias receptoras é quase 50 por cento mais elevado do que o atual custo da dessalinização da água do mar &quot;.
 Lembrando que no caso do Rio Colorado a mais de 30 anos deixou de chegar a sua foz introduzindo graves problemas ambientais na Baixa Califórnia no México como a salinização dos solos  a extinção do delta e dos pântanos dizimando o  santuário ecológico de reprodução de milhares de espécies de aves, tudo por conta da superexploração das inúmeras aduções de água feita ao longo do rio Colorado para irrigar milhões de hectares de terras nos estados de Nevada, Arizona e California. O rio São Francisco trilha o mesmo caminho, logo logo, se transformara na imagem refletida do Rio Colorado.
REVOGAÇÃO DA TRANSPOSIÇÃO DAS ÁGUAS DO RIO EBRO, NA ESPANHA

Justificativas da Revogação, no Decreto Real (junho/04)
a) Custos subestimados;
b) Estrutura de custos da água não explicada;
c) Benefícios superestimados. ( O Projeto de Transposição do Rio São Francisco superdimensiona a oferta de água criando uma falsa idéia escassez hídrica na região não levando em consideração que os grandes centros urbanos e as cidades de pequeno a medio porte já tem o seu sistema urbano de abastecimento regularizado);
d) Repercussões ambientais analisadas inadequadamente; ( O IEA-RIMA da Transposição do Rio São Francisco assinalou 44 itens de impactos ambientais sendo 32 negativos e 12 positivos. Apesar de o resultado ser altamente desfavorável o projeto considera apenas  23    como  de  maior relevância,  sendo 11  impactos positivos e 12, negativos);
e) Ausência de rigor necessário nos estudos sobre a efetiva disponibilidade para transpor; ( O Rio São Francisco já libera uma vazão de 360 m³/s determinado pelo Comite da Bacia do São Francisco para uso consuntivo dos quais 335 m³/s já foram outorgados   deixando mais de 3 milhões de terras ferteis as margens do vale do São Francisco sem disponibilidade de outorga para  irrigação). 
f) Instituições financeiras internacionais não se dispuseram a financiar; (O Banco Mundial que nunca negou financiamentos para programas de água no Brasil se recuzou a financiar o Projeto de Transposição do Rio São Francisco alegando que o projeto não atendia as reivindicações socioambientais. O Bird examinou o projeto e concluiu que a transposição é inviável economicamente e tem baixa capacidade de combater a pobreza e de amenizar o efeito das secas sobre a população do Nordeste Setentrional “não vai acabar com a seca do Nordeste, não vai promover o aceitável convívio do homem com o  semi-árido, não vai democratizar o acesso do homem a água, e não vai promover o desenvolvimento socioeconômico do semi-árido” Palavras do Banco Mundial);
g) Transposições só devem ocorrer após a otimização dos recursos hídricos de cada bacia;
h) Custos operacionais incompatíveis com a agricultura irrigada; ( Os custos da transposição do Rio São Francisco pode chegar até 5 vezes mais o custo que a os valores cobrados pela CODEVASF para entrega d´água aos colonos das margens do São Francisco sem custos de bombeamento e distribuição. O preço por hectare irrigado será impraticavel um dos mais caros do mundo,).
Analisando os itens relacionados pelo Governo Espanhol  para justificar a sua decisão e  comparados  com as informações disponíveis referentes a Transposição do Rio São Francisco, a semelhança não é mera conicidência é uma réplica perfeita.
09) DESVANTAGENS CASO O PROJETO DE  INTEGRAÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO SEJA REALIZADO. SAÕ RELEVANTES NA NOSSA  ANÁLISE  AS   SEGUINTES   DESVANTAGENS:
MUDANÇA NA MATRIZ ENERGÉTICA
a) Para cada 1 m³/s retirado  em  qualquer  ponto  do  trecho do Rio São Francisco há  uma  reação  em cadeia, deixarão de  ser  produzidos  2,731 MW de energia.  Esta é a chamada “produtividade de geração de energia;”
b) Para uma vazão máxima a ser retirada de 127 m³/s, considerando que será destinado para o eixo norte uma vazão de 84,79 m³/s (66,77%) e para o eixo leste 44,18 m³/s (33,32%) teremos uma perda de 346 Mw que deixam de ser gerados. Considerando agora que para recalcar uma diferença de cota de cerca de 160 m, cada 1m3/s de água consumiria 1,6 Mw de energia gerada, (dados da CHESF) a energia requerida para o recalque nos dois eixos da transposição é de 263 Mw. Junte-se a 346 Mw que deixam de ser gerados teremos um total de 609 Mw. Mais da metade da energia gerada em Sobradinho;
 c) A substituição por energia térmica, eólica, solar, atômica, etc., ao custo  de US$ 45,00  na alternativa mais barata, são 2,5 a 3 vezes superiores ao custo médio da energia hidrelétrica, (da ordem de US$ 17,10 o MW/hora), ficando esta diferença por conta do consumidor  que deverá  pagar a conta). 

PERDA COM IRRIGAÇÃO   CUSTO-BENEFÍCIO DA ÁGUA LÁ E CÁ;

a)  São três os requisitos  essenciais  para  a  transposição  racional  de  água  de uma bacia hidrográfica para outra, com finalidade de irrigação; 

b)  haver uma  bacia ou uma área com terras irrigáveis, mas  com  escassez de  água  (bacia receptora);

c) Haver outra bacia com muita água sobrando e sem  terras para irrigação  (bacia doadora);
d) Haver   uma  relação custo-benefício aceitável para  a  transposição ser feita (por gravidade ou pequena altura de elevação, com  transporte a menores distâncias, etc). E que seja socioambientalmente aceitável;

e)  O m³ de água posto nos estados receptores custará cerca de R$ 0,11 ( IEA-RIMA.) Esse valor é proibitivo para uso  no  agro-negócio, principalmente  em  atividades  irrigacionistas,  se considerarmos o custo cobrado pela CODEVASF, aos  seus colonos, de  R$ 0,023 o  m³  sem custos de bombeamento e distribuição. A população vai pagar mais caro pela água transposta mais um subsidio cruzado de 4%. na conta do consumidor; 

f)  O rio São Francisco dispõe  de  cerca de  1.300.000  hectares  de  terras  irrigáveis  de classes 1 e 2 (quase  sem  restrições  à  irrigação), dos quais 770.000 hectares já projetados, esperando apenas por água;

g)  O potencial de áreas irrigáveis do São Francisco é de 3.000.000 ha. Se considerarmos 0,5 litro/seg/ha como um número razoável para fins de cálculo da irrigação  que  é  praticada  atualmente no  vale  do  São  Francisco,  seriam necessários 1.500 m³/seg para irrigar  aquela  área  potencial.  Ocorre  que  não temos   esse   volume   disponível   no    rio, temos apenas 360 m³/seg para outorga estipulado pelo Comitê da Bacia do Rio São Francisco. Apesar de termos uma área potencialmente irrigável de 3.000.000 ha, só é possível irrigar com o volume de água disponível no rio (360 m³/seg), cerca de 720.000 ha.

10- IMPACTOS AMBIENTAIS NA BACIA DOADORA E NAS  BACIAS RECEPTORAS

Destacam-se a seguir os principais Impactos Ambientais ocasionados pela transposição das águas do Rio São Francisco de acordo com as proposições do RIMA (Relatório de Impacto Ambiental), solicitado pelo Ministério de Integração Nacional entre tantos outros.
Este estudo de impacto ambiental se refere somente aos eixos a serem implantados estão escluidas as bacias doadora e receptoras. 

IMPACTOS RELEVANTES:
● Início ou aceleração dos processos de desertificação durante a operação do sistema;
● Perda de terras potencialmente agricultáveis;
● Interferência e conflitos nas áreas de mineração já com concessão de outorga pelas quais passarão as águas; 
● Perda e fragmentação de cerca de 430 hectares de áreas com vegetação nativa e de hábitats de fauna terrestre;
● Diminuição da diversidade de fauna terrestre;
● Aumento da exposição dos animais a caça animais vulneráveis ou ameaçados de extinção regional, como o tatu-bola, a onça-pintada, o macaco-prego, tatuí, porco-do-mato e o tatu-de-rabo-mole.;
● Modificação da composição das comunidades biológicas aquáticas nativas das bacias receptoras;
● Comprometimento do conhecimento da história biogeográfica dos grupos biológicos aquáticos nativos;
● Risco de redução da biodiversidade das comunidades biológicas aquáticas nativas nas bacias receptoras;
● Risco de introdução de espécies de peixes potencialmente daninhas ao homem nas bacias receptoras. Há espécies no Rio São Francisco consideradas nocivas, como as piranhas e pirambebas, que se alimentam de outros peixes e que se reproduzem com facilidade em ambientes de água parada;
● Interferência sobre a pesca nos açudes receptores;
● Risco de proliferação de vetores da malária, filariose, febre amarela,  e da esquistossomose principalmente ao longo dos canais;
● Ocorrência de acidentes com animais peçonhentos sobretudo cobras;
● Instabilização de encostas marginais dos corpos d’água;
● Início ou aceleração de processos erosivos e carreamento de sedimentos;
● Modificação do regime fluvial das drenagens receptoras;
● Alteração do comportamento hidrossedimentológico dos corpos d’água;
● Risco de eutrofização dos novos reservatórios;
● Modificação no regime fluvial do rio São Francisco;
●Desestabilização do leito e das margens do rio, com erosão, voçoroca e assoreamento;
● Sanilização das águas com introdução de cunha salina na foz do rio São Francisco;
● Salinização de solos principalmente no vale do Baixo e Submédio Rio São Francisco;
● Leito do rio seco ou com escassez de água entre a foz e a Hidrelétrica de Xingó com extinção de espécies de  peixes e da navegação no Baixo e Submédio  rio São Francisco já bastante afetada pelo assoreamento;

11) OS SEGUINTES BENEFÍCIOS PODEM SER DESTACADOS CASO A TRANSPOSIÇÃO SEJA REALIZADA:
	
a) segundo o projeto, a transposição vai beneficiar 12 milhões de habitantes;
b) inserção dos 24.400 hectares ao longo dos canais no processo produtivo (por meio da irrigação);
c) disponibilização de água para rebanhos;
d) geração de novas possibilidades de renda;
e) aumento do número de famílias fixadas no campo;
f) garantia de abastecimento das comunidades ao longo dos canais com água de boa qualidade, através dos chafarizes;
g) diminuição da migração e, portanto, retenção de um importante contingente humano na região beneficiada;
h) dinamização das atividades produtivas, gerando mais negócios, empregos e renda;
i)  redução da pressão migratória sobre as pequenas e médias cidades e metrópoles da região, reduzindo seus problemas sociais e ambientais.
CURIOSIDADE:
Apesar de uma apresentação visualmente extraordinária, contendo mapas bem elaborados, detalhados e coloridos alguns aspectos dos estudos, no entanto, chama atenção. Primeiramente, a existência de uma quantidade significativa de túneis (dos 77 relatórios existentes, um deles trata especificamente sobre essa questão), com um dos túneis possuindo, aproximadamente, 15 quilômetros de comprimento por 8 metros de diâmetro (o túnel Cuncas I, localizado no ramal norte). Trata-se de uma obra verdadeiramente monumental com perfuração em rocha granítica de alta dureza.
 Do ponto de vista de viabilidade técnico-econômica o que seria mais viável: construir o túnel com essas dimensões ou transportar a água, por intermédio de uma estação elevatória, vencendo o relevo existente?

RESPONDENDO A PERGUNTA INICIAL SOU CONTRA  O PROJETO DE INTEGRAÇÂO DO RIO SÃO FRANCISCO COM BACIAS HIDROGRAFICAS DO NORDESTE SETENTRIONAL PORQUE CONFORME FOI DEMONSTRADO NÃO EXISTE FALTA DE ÁGUA NA REGIÂO QUE JUSTIFIQUE A TRANSPOSIÇÃO, O QUE EXISTE É UMA MÁ DISTRIBUIÇÂO ESPACIAL E UM PESSIMO GERENCIAMENTO DE SEUS RECURSOS HIDRICOS.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>PORQUE SOU CONTRA A TRANSFERÊNCIA DE ÁGUA ENTRE A BACIA DO RIO SÃO FRANCISCO E AS BACIAS HIDROGRÁFICAS DO NORDESTE SETENTRIONAL DO BRASIL?</p>
<p>Salvador 19/09/2008<br />
Dilermando Alves do Nascimento<br />
Geólogo pesquisador do (IBGE) especialista em hidrogeologia e meio ambiente</p>
<p>1- Os estados do CE, RN, PB e PE contemplados para receber as águas da transposição do Rio São Francisco possuem uma das maiores rede de açudagem do mundo, com  capacidade para armazenar 37 bilhões de m³ conforme monitoramento das Secretarias Estaduais de Recursos Hídricos .<br />
Admitindo-se que os açudes operem apenas com 30% de sua capacidade durante o ano descontada as perdas por evaporação 60% e 10% com infiltrações nos aqüíferos, significa 11,1 bilhões de m³ em disponibilidade para os diversos usos múltiplos. </p>
<p>2- Os quatro estados dispõe ainda de uma  reserva permanente de água subterrânea  de 1,18 trilhões de m³ sendo uma parcela de 7,08 bilhões de m³ passível  de explotação.</p>
<p>3- As recargas anuais dos aqüíferos (reservas renováveis) para os quatro estados  somam  4,736 bilhões de m³ (aqüíferos sedimentares mais  cristalinos).</p>
<p> 4- juntas, as reservas permanentes explotáveis mais as reservas renováveis totalizam 11,8 bilhões de m³, o equivalente a  uma vazão de 374,1 m³/s para uma demanda de uso consuntivo para os quatros estados de apenas 7,6 bilhões de m³ equivalente a uma vazão de 240,9 m³/s o que proporciona um superávit hídrico de 4,2 bilhões de m³, ou seja,  uma  vazão excedente de 133,6 m³/s somente computado as reservas de água subterrânea em disponibilidade explotáveis.</p>
<p>5- O Total das reservas hidrogeológica dos aqüíferos mais as reservas de água superficial dos açudes em disponibilidade somam  22,9 bilhões de m³ gerando um excedente hídrico fantástico para os quatros estados  de 15,3 bilhões de m³ o equivalente a uma vazão excedente de 485,1 m³/s.<br />
PORTANTO NÃO EXISTE FALTA D´ÁGUA NA REGIÃO SETENTRIONAL DO NORDESTE DO BRASIL, o que existe sim, é um excedente hídrico com uma má distribuição espacial faltando vontade política para encher o Nordeste de adutoras e canais partindo dos Açudes plurianuais Castanhão (6,7 bilhões m³), Orós (2,1 bilhões m³), Açude Banabuiú ( 1,7 bilhões m³) Curema-Mãe D&#8217;Água (1,3 bilhões m³), Açu (2,4 bilhões m³), Engenheiro Ávidos (1,2 bilhões m³) etc. sem que seja necessário transpor uma só gota d´água do Velho Chico.<br />
Faço minhas as palavras do colega geólogo Aldo Rebouças a maior autoridade em hidrogeologia do Nordeste e um profundo conhecedor das águas subterrâneas em todo mundo: &#8220;Há muito mais preconceito e desconhecimento das potencialidades hídricas subterrâneas no Nordeste do Brasil do que se imagina. A escassez da água está, na verdade, relacionada com a falta de políticas continuadas de captação e gestão de recursos hídricos subterrâneos&#8221;.</p>
<p>6- Sou contra a Transposição do Rio São Francisco porque  o projeto vai entregar a água bruta ao longo de quatro eixos lineares ( leitos dos rios, Jaguaribe, Piranhas – Açu, Apodi e Rio Paraíba), já perenizados a mais de 25 anos, deixando de contemplar as áreas de maior escassez hídrica como a Região do Serido, não atendendo a população dispersa fora do eixo da transposição.<br />
O rio Jaguaribe, por exemplo, é um rio perene, recebendo as águas  da barragem do Açude de Orós (vazão 12 m³/s) sendo reforçado a sua jusante pelas águas da Barragem do  Açude Castanhão (vazão 57 m³/s) e do rio Banabuiú com oferta de 7,2 m³/s. O rio Piranhas &#8211; Açu também perenizado a partir da barragem dos Açudes Curemas &#8211; Mãe D´água (vazão 4 m³/s) deságua a jusante, na Barragem Armando Ribeiro Gonçalves ou Barragem do Açu,  regularizando sua vazão em 17 m³/s. até o destino final, o Oceano Atlântico. O rio Apodi torna-se perene a partir da barragem do Açude Santa Cruz com uma vazão regularizada de 6 m³/s  e por último os açudes Acauã e Boqueirão na Paraíba  regularizam a vazão do rio Paraíba em 6,5 m³/s , vai chover no molhado.<br />
7- SOU CONTRA A TRANSPOSIÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO PORQUE ELA NÃO SE ENQUADRA NAS CONDIÇÕES BÁSICAS QUE DEVEM SER SATISFEITAS  PARA UMA TRANSPOSIÇÃO SEGUNDO PRECEITOS DE  ECONOMIA DOS RECURSOS HÍDRICOS COMO:<br />
7.1- Existência de excedente hídrico na bacia doadora, em  tempo suficientemente longo, de modo a não provocar prejuízo ao seu potencial de desenvolvimento; ( toda a vazão do rio São Francisco já está comprometida, 80% da vazão do rio já é utilizada para a geração de energia pela CHESF que  investiu US$ 13 bilhões de dólares no parque energético e os 20% restante para usos múltiplos na irrigação, industrial, consumo humano e animal);<br />
7.2- Bacia receptora com comprovada  escassez  e  sem  alternativa  interna para abastecimento humano e dessedentação animal;                    ( os quatro estados CE, RN, PB e PE dispõe de um excedente hídrico de 15,3 bilhões de m³ não falta água);<br />
7.3- Os impactos ambientais ocasionados pela transferência de água devem ser mínimos para ambas as regiões, bacias doadora e receptoras;  ( Os estudos sobre os impactos na bacia doadora e nas bacias receptoras não foram efetuados. A ausência de estudos sobre os impactos na foz também é questionada);<br />
7.4- Se a transferência de água for para fins econômicos;<br />
a) Haver   uma   relação   custo-benefício   sustentável   para   a  transposição ser feita e que seja socioambientalmente aceitável;<br />
b) Bacia doadora tem prioridade para atender todo o seu  potencial dos usos múltiplos de desenvolvimento econômico;<br />
c)Bacia  receptora  tenha potencial de terras irrigáveis e uso  econômico  da água mais vantajoso que na bacia doadora;( a água da transposição vai chegar 5 vezes mais cara do que nas margens do São Francisco.Os quatro estados possuem um potencial irrigável de 635.380 hectares de terras férteis, dos quais 223.870 hectares já estão sendo utilizados restando apenas 417.618 hectares que a uma taxa de 0,5 litro/seg/ha  seria necessário apenas uma vazão de 208,8 m³/s para irriga-los.Tomando a vazão excedente de água superficial mais as reservas subterrâneas para os quatro estados que é de 485,1 m³/s teríamos ainda um superávit hídrico com de 276,3 m³/s ou seja 8,7 bilhões de m³ ano ).<br />
7.5- Haver um consenso entre os estados envolvidos o pacto   federativo.(não houve consenso pois os governadores interessados Aécio Neves de Minas e Paulo Souto, da Bahia, os dois maiores estados doadores de água &#8211; 70% de Minas e 20% da Bahia &#8211; não foram ouvidos. As audiências publicas ocorreram em clima hostil como a de  Salvador que foi comprometida por uma série de fatores como o local escolhido para o evento, o Centro de Convenções da Bahia local distante do centro da cidade e em horário de pico (18h30) além da proximidade com o Carnaval a realização da festa da Lavagem de Itapuã no mesmo dia da audiência, foram fatores determinantes de exclusão a adesão de muitos debatedores. Inúmeros debatedores deixaram de comparecer as audiências porque os convites ou chegaram em cima da ora ou dias após a audiência ter sido realizada como em Aracaju);<br />
8- Sou contra a Transposição do Rio São Francisco porque o projeto desconsiderou as experiências internacionais mal sucedidas  sobre transferência de água entre bacias hidrográficas e ainda usa estas experiências como a dos rios Tejo-Segura na Espanha e do Rio Colorado nos estados Unidos como justificativas de sucesso para transposição do Rio São Francisco. A transposição dos rios  Tejo-Segura trouxe mais problemas do que soluções para o governo Espanhol, tanto assim, é que foi abortado o projeto de transposição do rio Ebro para as zonas costeiras do sul da Espanha baseado em relatórios do Centro de Recursos e Estudos Ambientais da Australian National University que apresentou as seguintes justificativas para dar segurança na decisão do Governo Espanhol de fazer ou não a transposição do Rio Ebro. &#8220;Seria difícil de justificar até mesmo os atuais padrões de utilização agrícola da água e muito menos esperar maiores usos da água para outros fins. Além disso, o custo estimado de entregar oficialmente a água por metro cúbico do rio Ebro para as bacias receptoras é quase 50 por cento mais elevado do que o atual custo da dessalinização da água do mar &#8220;.<br />
 Lembrando que no caso do Rio Colorado a mais de 30 anos deixou de chegar a sua foz introduzindo graves problemas ambientais na Baixa Califórnia no México como a salinização dos solos  a extinção do delta e dos pântanos dizimando o  santuário ecológico de reprodução de milhares de espécies de aves, tudo por conta da superexploração das inúmeras aduções de água feita ao longo do rio Colorado para irrigar milhões de hectares de terras nos estados de Nevada, Arizona e California. O rio São Francisco trilha o mesmo caminho, logo logo, se transformara na imagem refletida do Rio Colorado.<br />
REVOGAÇÃO DA TRANSPOSIÇÃO DAS ÁGUAS DO RIO EBRO, NA ESPANHA</p>
<p>Justificativas da Revogação, no Decreto Real (junho/04)<br />
a) Custos subestimados;<br />
b) Estrutura de custos da água não explicada;<br />
c) Benefícios superestimados. ( O Projeto de Transposição do Rio São Francisco superdimensiona a oferta de água criando uma falsa idéia escassez hídrica na região não levando em consideração que os grandes centros urbanos e as cidades de pequeno a medio porte já tem o seu sistema urbano de abastecimento regularizado);<br />
d) Repercussões ambientais analisadas inadequadamente; ( O IEA-RIMA da Transposição do Rio São Francisco assinalou 44 itens de impactos ambientais sendo 32 negativos e 12 positivos. Apesar de o resultado ser altamente desfavorável o projeto considera apenas  23    como  de  maior relevância,  sendo 11  impactos positivos e 12, negativos);<br />
e) Ausência de rigor necessário nos estudos sobre a efetiva disponibilidade para transpor; ( O Rio São Francisco já libera uma vazão de 360 m³/s determinado pelo Comite da Bacia do São Francisco para uso consuntivo dos quais 335 m³/s já foram outorgados   deixando mais de 3 milhões de terras ferteis as margens do vale do São Francisco sem disponibilidade de outorga para  irrigação).<br />
f) Instituições financeiras internacionais não se dispuseram a financiar; (O Banco Mundial que nunca negou financiamentos para programas de água no Brasil se recuzou a financiar o Projeto de Transposição do Rio São Francisco alegando que o projeto não atendia as reivindicações socioambientais. O Bird examinou o projeto e concluiu que a transposição é inviável economicamente e tem baixa capacidade de combater a pobreza e de amenizar o efeito das secas sobre a população do Nordeste Setentrional “não vai acabar com a seca do Nordeste, não vai promover o aceitável convívio do homem com o  semi-árido, não vai democratizar o acesso do homem a água, e não vai promover o desenvolvimento socioeconômico do semi-árido” Palavras do Banco Mundial);<br />
g) Transposições só devem ocorrer após a otimização dos recursos hídricos de cada bacia;<br />
h) Custos operacionais incompatíveis com a agricultura irrigada; ( Os custos da transposição do Rio São Francisco pode chegar até 5 vezes mais o custo que a os valores cobrados pela CODEVASF para entrega d´água aos colonos das margens do São Francisco sem custos de bombeamento e distribuição. O preço por hectare irrigado será impraticavel um dos mais caros do mundo,).<br />
Analisando os itens relacionados pelo Governo Espanhol  para justificar a sua decisão e  comparados  com as informações disponíveis referentes a Transposição do Rio São Francisco, a semelhança não é mera conicidência é uma réplica perfeita.<br />
09) DESVANTAGENS CASO O PROJETO DE  INTEGRAÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO SEJA REALIZADO. SAÕ RELEVANTES NA NOSSA  ANÁLISE  AS   SEGUINTES   DESVANTAGENS:<br />
MUDANÇA NA MATRIZ ENERGÉTICA<br />
a) Para cada 1 m³/s retirado  em  qualquer  ponto  do  trecho do Rio São Francisco há  uma  reação  em cadeia, deixarão de  ser  produzidos  2,731 MW de energia.  Esta é a chamada “produtividade de geração de energia;”<br />
b) Para uma vazão máxima a ser retirada de 127 m³/s, considerando que será destinado para o eixo norte uma vazão de 84,79 m³/s (66,77%) e para o eixo leste 44,18 m³/s (33,32%) teremos uma perda de 346 Mw que deixam de ser gerados. Considerando agora que para recalcar uma diferença de cota de cerca de 160 m, cada 1m3/s de água consumiria 1,6 Mw de energia gerada, (dados da CHESF) a energia requerida para o recalque nos dois eixos da transposição é de 263 Mw. Junte-se a 346 Mw que deixam de ser gerados teremos um total de 609 Mw. Mais da metade da energia gerada em Sobradinho;<br />
 c) A substituição por energia térmica, eólica, solar, atômica, etc., ao custo  de US$ 45,00  na alternativa mais barata, são 2,5 a 3 vezes superiores ao custo médio da energia hidrelétrica, (da ordem de US$ 17,10 o MW/hora), ficando esta diferença por conta do consumidor  que deverá  pagar a conta). </p>
<p>PERDA COM IRRIGAÇÃO   CUSTO-BENEFÍCIO DA ÁGUA LÁ E CÁ;</p>
<p>a)  São três os requisitos  essenciais  para  a  transposição  racional  de  água  de uma bacia hidrográfica para outra, com finalidade de irrigação; </p>
<p>b)  haver uma  bacia ou uma área com terras irrigáveis, mas  com  escassez de  água  (bacia receptora);</p>
<p>c) Haver outra bacia com muita água sobrando e sem  terras para irrigação  (bacia doadora);<br />
d) Haver   uma  relação custo-benefício aceitável para  a  transposição ser feita (por gravidade ou pequena altura de elevação, com  transporte a menores distâncias, etc). E que seja socioambientalmente aceitável;</p>
<p>e)  O m³ de água posto nos estados receptores custará cerca de R$ 0,11 ( IEA-RIMA.) Esse valor é proibitivo para uso  no  agro-negócio, principalmente  em  atividades  irrigacionistas,  se considerarmos o custo cobrado pela CODEVASF, aos  seus colonos, de  R$ 0,023 o  m³  sem custos de bombeamento e distribuição. A população vai pagar mais caro pela água transposta mais um subsidio cruzado de 4%. na conta do consumidor; </p>
<p>f)  O rio São Francisco dispõe  de  cerca de  1.300.000  hectares  de  terras  irrigáveis  de classes 1 e 2 (quase  sem  restrições  à  irrigação), dos quais 770.000 hectares já projetados, esperando apenas por água;</p>
<p>g)  O potencial de áreas irrigáveis do São Francisco é de 3.000.000 ha. Se considerarmos 0,5 litro/seg/ha como um número razoável para fins de cálculo da irrigação  que  é  praticada  atualmente no  vale  do  São  Francisco,  seriam necessários 1.500 m³/seg para irrigar  aquela  área  potencial.  Ocorre  que  não temos   esse   volume   disponível   no    rio, temos apenas 360 m³/seg para outorga estipulado pelo Comitê da Bacia do Rio São Francisco. Apesar de termos uma área potencialmente irrigável de 3.000.000 ha, só é possível irrigar com o volume de água disponível no rio (360 m³/seg), cerca de 720.000 ha.</p>
<p>10- IMPACTOS AMBIENTAIS NA BACIA DOADORA E NAS  BACIAS RECEPTORAS</p>
<p>Destacam-se a seguir os principais Impactos Ambientais ocasionados pela transposição das águas do Rio São Francisco de acordo com as proposições do RIMA (Relatório de Impacto Ambiental), solicitado pelo Ministério de Integração Nacional entre tantos outros.<br />
Este estudo de impacto ambiental se refere somente aos eixos a serem implantados estão escluidas as bacias doadora e receptoras. </p>
<p>IMPACTOS RELEVANTES:<br />
● Início ou aceleração dos processos de desertificação durante a operação do sistema;<br />
● Perda de terras potencialmente agricultáveis;<br />
● Interferência e conflitos nas áreas de mineração já com concessão de outorga pelas quais passarão as águas;<br />
● Perda e fragmentação de cerca de 430 hectares de áreas com vegetação nativa e de hábitats de fauna terrestre;<br />
● Diminuição da diversidade de fauna terrestre;<br />
● Aumento da exposição dos animais a caça animais vulneráveis ou ameaçados de extinção regional, como o tatu-bola, a onça-pintada, o macaco-prego, tatuí, porco-do-mato e o tatu-de-rabo-mole.;<br />
● Modificação da composição das comunidades biológicas aquáticas nativas das bacias receptoras;<br />
● Comprometimento do conhecimento da história biogeográfica dos grupos biológicos aquáticos nativos;<br />
● Risco de redução da biodiversidade das comunidades biológicas aquáticas nativas nas bacias receptoras;<br />
● Risco de introdução de espécies de peixes potencialmente daninhas ao homem nas bacias receptoras. Há espécies no Rio São Francisco consideradas nocivas, como as piranhas e pirambebas, que se alimentam de outros peixes e que se reproduzem com facilidade em ambientes de água parada;<br />
● Interferência sobre a pesca nos açudes receptores;<br />
● Risco de proliferação de vetores da malária, filariose, febre amarela,  e da esquistossomose principalmente ao longo dos canais;<br />
● Ocorrência de acidentes com animais peçonhentos sobretudo cobras;<br />
● Instabilização de encostas marginais dos corpos d’água;<br />
● Início ou aceleração de processos erosivos e carreamento de sedimentos;<br />
● Modificação do regime fluvial das drenagens receptoras;<br />
● Alteração do comportamento hidrossedimentológico dos corpos d’água;<br />
● Risco de eutrofização dos novos reservatórios;<br />
● Modificação no regime fluvial do rio São Francisco;<br />
●Desestabilização do leito e das margens do rio, com erosão, voçoroca e assoreamento;<br />
● Sanilização das águas com introdução de cunha salina na foz do rio São Francisco;<br />
● Salinização de solos principalmente no vale do Baixo e Submédio Rio São Francisco;<br />
● Leito do rio seco ou com escassez de água entre a foz e a Hidrelétrica de Xingó com extinção de espécies de  peixes e da navegação no Baixo e Submédio  rio São Francisco já bastante afetada pelo assoreamento;</p>
<p>11) OS SEGUINTES BENEFÍCIOS PODEM SER DESTACADOS CASO A TRANSPOSIÇÃO SEJA REALIZADA:</p>
<p>a) segundo o projeto, a transposição vai beneficiar 12 milhões de habitantes;<br />
b) inserção dos 24.400 hectares ao longo dos canais no processo produtivo (por meio da irrigação);<br />
c) disponibilização de água para rebanhos;<br />
d) geração de novas possibilidades de renda;<br />
e) aumento do número de famílias fixadas no campo;<br />
f) garantia de abastecimento das comunidades ao longo dos canais com água de boa qualidade, através dos chafarizes;<br />
g) diminuição da migração e, portanto, retenção de um importante contingente humano na região beneficiada;<br />
h) dinamização das atividades produtivas, gerando mais negócios, empregos e renda;<br />
i)  redução da pressão migratória sobre as pequenas e médias cidades e metrópoles da região, reduzindo seus problemas sociais e ambientais.<br />
CURIOSIDADE:<br />
Apesar de uma apresentação visualmente extraordinária, contendo mapas bem elaborados, detalhados e coloridos alguns aspectos dos estudos, no entanto, chama atenção. Primeiramente, a existência de uma quantidade significativa de túneis (dos 77 relatórios existentes, um deles trata especificamente sobre essa questão), com um dos túneis possuindo, aproximadamente, 15 quilômetros de comprimento por 8 metros de diâmetro (o túnel Cuncas I, localizado no ramal norte). Trata-se de uma obra verdadeiramente monumental com perfuração em rocha granítica de alta dureza.<br />
 Do ponto de vista de viabilidade técnico-econômica o que seria mais viável: construir o túnel com essas dimensões ou transportar a água, por intermédio de uma estação elevatória, vencendo o relevo existente?</p>
<p>RESPONDENDO A PERGUNTA INICIAL SOU CONTRA  O PROJETO DE INTEGRAÇÂO DO RIO SÃO FRANCISCO COM BACIAS HIDROGRAFICAS DO NORDESTE SETENTRIONAL PORQUE CONFORME FOI DEMONSTRADO NÃO EXISTE FALTA DE ÁGUA NA REGIÂO QUE JUSTIFIQUE A TRANSPOSIÇÃO, O QUE EXISTE É UMA MÁ DISTRIBUIÇÂO ESPACIAL E UM PESSIMO GERENCIAMENTO DE SEUS RECURSOS HIDRICOS.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Paulo Afonso da Mata Machado</title>
		<link>http://novochico.wordpress.com/2007/10/02/geracao-de-energia-pode-ser-prejudicada-pela-transposicao/#comment-146</link>
		<dc:creator>Paulo Afonso da Mata Machado</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Oct 2007 19:11:12 +0000</pubDate>
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		<description>Penso que o colega engenheiro se enganou com relação à transposição do S. Francisco vir a prejudicar a geração de energia em Itaparica devido ao pequeno volume da represa.
Recordando da Hidráulica, temos a definição de vazão: vazão é volume dividido por tempo. Se o volume demandado é pequeno, ele pode ser obtido, para um mesmo tempo, por vazões menores que as necessárias caso o volume fosse grande. Em outras palavras, se a demanda de água em Itaparica é pequena, é muito mais fácil ser suprida caso fosse grande. Se a transposição não afetar grandes reservatórios, com muito mais razão não vai afetar pequenos reservatórios.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Penso que o colega engenheiro se enganou com relação à transposição do S. Francisco vir a prejudicar a geração de energia em Itaparica devido ao pequeno volume da represa.<br />
Recordando da Hidráulica, temos a definição de vazão: vazão é volume dividido por tempo. Se o volume demandado é pequeno, ele pode ser obtido, para um mesmo tempo, por vazões menores que as necessárias caso o volume fosse grande. Em outras palavras, se a demanda de água em Itaparica é pequena, é muito mais fácil ser suprida caso fosse grande. Se a transposição não afetar grandes reservatórios, com muito mais razão não vai afetar pequenos reservatórios.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: jarsi</title>
		<link>http://novochico.wordpress.com/2007/10/02/geracao-de-energia-pode-ser-prejudicada-pela-transposicao/#comment-141</link>
		<dc:creator>jarsi</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Oct 2007 13:06:38 +0000</pubDate>
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		<description>ola meninas estão  felizes e retornar aos seus lares com o trabalho que planejarão pronto quais as considerações finais, aguardamos voces em Floripa 
beijos, e boa viagem.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>ola meninas estão  felizes e retornar aos seus lares com o trabalho que planejarão pronto quais as considerações finais, aguardamos voces em Floripa<br />
beijos, e boa viagem.</p>
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	<item>
		<title>Por: suzi</title>
		<link>http://novochico.wordpress.com/2007/10/02/geracao-de-energia-pode-ser-prejudicada-pela-transposicao/#comment-140</link>
		<dc:creator>suzi</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Oct 2007 02:35:03 +0000</pubDate>
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		<description>E aí meninas, faltam as impressões finais!
Como estão as emoções?
Sensação de missão cumprida?
valeu?

Como é carol... vcs conseguirão ficar em casas separadas? 
Acho que vou precisar arrumar a outra cama do quarto da Tici...
Vou adorar!

Um beijo!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>E aí meninas, faltam as impressões finais!<br />
Como estão as emoções?<br />
Sensação de missão cumprida?<br />
valeu?</p>
<p>Como é carol&#8230; vcs conseguirão ficar em casas separadas?<br />
Acho que vou precisar arrumar a outra cama do quarto da Tici&#8230;<br />
Vou adorar!</p>
<p>Um beijo!</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: tacio</title>
		<link>http://novochico.wordpress.com/2007/10/02/geracao-de-energia-pode-ser-prejudicada-pela-transposicao/#comment-138</link>
		<dc:creator>tacio</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Oct 2007 23:39:07 +0000</pubDate>
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		<description>taí um trabalho que me pareceu bem compensador e prazeroso. fico me perguntando: será que um dia serei bom nisso?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>taí um trabalho que me pareceu bem compensador e prazeroso. fico me perguntando: será que um dia serei bom nisso?</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Galeno</title>
		<link>http://novochico.wordpress.com/2007/10/02/geracao-de-energia-pode-ser-prejudicada-pela-transposicao/#comment-136</link>
		<dc:creator>Galeno</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Oct 2007 03:13:40 +0000</pubDate>
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		<description>ó meninas, 6 tavam falando da falta de violencia por ai, mas ainda bem q nao passaram por esta cidade: http://www.pernambuco.com/ultimas/nota.asp?materia=200793165018&amp;assunto=70&amp;onde=1
os culpados do crime eram outros pms, diz o jornal da globo de hj.

Cuidem-se bem.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>ó meninas, 6 tavam falando da falta de violencia por ai, mas ainda bem q nao passaram por esta cidade: <a href="http://www.pernambuco.com/ultimas/nota.asp?materia=200793165018&amp;assunto=70&amp;onde=1" rel="nofollow">http://www.pernambuco.com/ultimas/nota.asp?materia=200793165018&amp;assunto=70&amp;onde=1</a><br />
os culpados do crime eram outros pms, diz o jornal da globo de hj.</p>
<p>Cuidem-se bem.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Galeno</title>
		<link>http://novochico.wordpress.com/2007/10/02/geracao-de-energia-pode-ser-prejudicada-pela-transposicao/#comment-134</link>
		<dc:creator>Galeno</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Oct 2007 19:54:26 +0000</pubDate>
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		<description>Realmente, ngm fala de revitalização. Nem achei q era possível algo assim. 

E haja pauta. Vai ser um desafio e um prazer pra vcs, imagino, costurar todas essas matérias juntas no tcc.

E realmente, se cs pretendem trabalhar com videos, nao existem mtos... o que eh compreensivel, pq eh sempre mais dificil fazer as pessoas falarem pras câmeras...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Realmente, ngm fala de revitalização. Nem achei q era possível algo assim. </p>
<p>E haja pauta. Vai ser um desafio e um prazer pra vcs, imagino, costurar todas essas matérias juntas no tcc.</p>
<p>E realmente, se cs pretendem trabalhar com videos, nao existem mtos&#8230; o que eh compreensivel, pq eh sempre mais dificil fazer as pessoas falarem pras câmeras&#8230;</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: antonio</title>
		<link>http://novochico.wordpress.com/2007/10/02/geracao-de-energia-pode-ser-prejudicada-pela-transposicao/#comment-129</link>
		<dc:creator>antonio</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Oct 2007 16:33:55 +0000</pubDate>
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		<description>legal encontraram Patativa do Assaré
cordel é cultura</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>legal encontraram Patativa do Assaré<br />
cordel é cultura</p>
]]></content:encoded>
	</item>
</channel>
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