[Faça de conta que são 16h]

Hoje percebemos o quanto planejamentos são inúteis em uma viagem como a nossa. Nossa trajetória traçada pela manhã nunca funciona, acontecem mil imprevistos e a cada passo esbarramos numa pauta. Hoje, por exemplo, esperávamos chegar a Petrolina às 14h40, alugar nosso carro já reservado, deixar as bagagens no hotel e sair correndo para Juazeiro, na tentativa de ainda encontrar os grupos sociais reunidos no Movimento das Bacias.

 

E o que aconteceu? Chegamos vinte minutos atrasadas, as nossas malas foram as últimas a entrarem na esteira e, apesar da reserva, não tínhamos carro disponível. O cara da locadora nos pegou no aeroporto e nos levou até a loja para dizer que teríamos que ficar a pé por um dia, justamente no dia do nosso único compromisso previamente agendado.

 

Obviamente, ficamos desesperadas. Tínhamos que dar um jeito de chegar a Juazeiro e encontrar aquele povo todo. Aí surge a brilhante idéia de pedir um carro qualquer por um dia. Na verdade, o devolveríamos a noite, nossa única preocupação era com aquele momento, depois esperaríamos o carro que nos acompanharia durante a viagem por quanto tempo fosse necessário.

 

E o mais engraçado de tudo é que o Reginaldo (da locadora) topou a idéia e nos emprestou nada mais nada menos que um Honda Civic preto, com ar-condicionado e som. Quer mais coisas incríveis?

 

Nesta manhã, depois do caos aéreo de ontem e do dia perdido em Salvador, recebemos a ligação do Tenente-Coronel Valentim, do Batalhão de Engenharia do Exército, em João Pessoa, que nos deu a ótima notícia de que está liberada nossa entrada nos acampamentos militares em Cabrobó e Floresta. Ele mesmo nos receberá e nos guiará por lá.

 

Para melhorar ainda mais o dia, encontramos no avião a Robertinha, que está indo para a Serra da Capivara também pelo TCC, e descobrimos que nossos celulares pegam aqui.

 

Próxima parada: Juazeiro!

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